quinta-feira, 10 de maio de 2012


Lançamento do livro
"HIT THE ROAD, JACK"

Dia: 12.05
18H
Revistaria ODISSEIA
LONDRINA - PR










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quarta-feira, 4 de abril de 2012





voyeur

serei de tudo quieto,
no instante em que precede,
o velar frenético
e o flerte assassino [chamado amor]
a boca que deságua
            é o remédio que me mata...
serei de tudo quieto,
pra te ver amolar a faca, espetar,
descosturar meu peito, trincar o mar de pedra, meu coração...
serei,
         sou,
         de tudo,
         de nada,
         sou,
serei de tudo quieto,
com o olho em ti.



[felipepauluk]



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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012




é como fogo vermelho estralando a mata verde,
o quente da boca, o sabor do hálito.
Somos [ainda] crianças que brincam com
nossos cigarrinhos de chocolates, sentimos prazer de vê-lo derreter entre 
os dedos,
lambuzamo-nos, nos lambuzamos.
é para muitos apenas um beijo,
são para nós estrelas, pedras gostosas que golpeiam os riachos de
nossos paixões, riachos dos lábios.
beijos nossos, sorrisos trocados.
nosso admitir que a infância nunca dorme,
beijar e abrir os olhos,
sonhar sem estar dormindo...




[felipe. pauluk]






terça-feira, 7 de fevereiro de 2012



Town_


é com os olhos inundados pelos córregos das cidades que se envergam sobre meus ombros que carrego a fastiosa pena de ser apenas um golpe de grão neste mar acesso. não venero a sedução contínua dos olhares enfadonhos nem os holofotes da esquinas prostituídas dos jornal ditosos e muito menos me apeteço do engano da comida morna, esbanjada nos frios pratos dos ricos frívolos. quero somente as luzes inconscientemente anêmicas dos sorrisos dos sinceros e a palavra semeada nos corações beatos dos que são transeuntes nos asfaltos bardos das cidades que se curvam sobre todos nós. 






.[felipepauluk]











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sábado, 28 de janeiro de 2012




quando nós éramos heróis...

achávamos que poderes estavam em nossos cigarros,
em nossos maços, em nossas bebidas e em nosso sexo...

tínhamos no peito a vontade de sermos reis, de matar o sol, imperar na lua,
fazer de nossos olhos holofotes que denunciava a miudeza do mundo
perante nosso sorriso sarcástico...

quando [pensávamos] que éramos heróis, achávamos brega a arte de morrer,
e não titubeávamos em julgar que o amor era coisa de anti-heróis...

valíamos nossa honra usufruindo de corpos alheios, comprávamos nosso orgulho
com dinheiro dos outros e mastigávamos falsos sabores de uma vida inventada
                                                                                                  [de plástico]
quando [inutilmente pensávamos] que éramos heróis, perdemos tempo de sentir
o doce sabor da dor em nossa carne [ou pelo menos disfarçávamos isto], escorreu
por nossos dedos o amor e nunca sequer salvamos uma paixão dentro de uma aventura
desvairada...



{felipepauluk}




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